Não  sei porque parece que nossa existência tem que ser atrelada a uma eternidade. Parece  que nascemos e, mesmo sabendo que partiremos, vivemos pensando que não. Tudo tem que ser para sempre, o casamento, o relacionamento.  Será  que temos que acreditar no “para sempre “para que trilhemos um caminho?

Hoje oficializei um fim, um fim que já havia acontecido mas que necessitava de um momento claro e  cristalino do ponto onde não há retorno. E sofri… pelo simples fato de me deparar e aceitar a finitude! Finitude de uma vida, de um plano bem intencionado, de um projeto que acreditamos. Finais são sempre doloridos, mais ou menos, conforme nosso desejo e resiliência.

Do mesmo jeito que o sol nasce e vira noite, assim o dia acaba e começa um novo amanhã.

Este mesmo fim me possibilitou um recomeço, uma nova experiência e a nova emoção  de encontrar um amor, ao que parece sólido, não porque me enche de elogios (o que certamente é bom), mas porque despertou em mim um desejo maduro de construir e dar o meu melhor! Porque vale a pena!

Uma sensação imensa de parceria, de confiança, um amor que, citando Lenine, “me traz seu sossego e acalma minha pressa” e me conduz para um dia após o outro com facilidade e paz.

Um homem que me dá sua mão de longe e me guia para o que talvez seja a maior  aventura da minha vida.