In Tempore Nativitatis

Não sou capaz de explicar os caminhos pelos quais a vida nos conduz. A cada instante, nos oferece uma nova contradição, testando nossa insistência diante da ilusão de que temos controle. Não controlamos nada. Indagamos se “Existe um deus?”, ou “Há vida após a morte?”. A mim essas questões parecem secundárias, frente a uma ainda mais instigante: o quanto de uma escolha verdadeiramente nos é dado?

Prefiro apenas dizer o que quero. Eu busco a oportunidade de conexão com próximo. Eu quero que essa conexão me proporcione crescimento. Eu quero que essa conexão alimente minha contraparte diariamente – o pão nosso de cada dia, por assim dizer. Eu peço a benção de que essa conexão seja complementada com a intimidade o entendimento mútuo, com o olhar e o gesto. Nada do que eu fiz parece ter me conduzido a esse roteiro. Surpreendentemente parece que o que ainda não fiz se desenha como um caminho para tamanha felicidade. Para além do que eu quero, aguardo pacientemente que os mistérios da vida se revelem em seus mágicos meandros. Não ouso dizer como, mas ouso convidar você para me acompanhar.

E Turandot disse: sim.